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Manutenção

Manutenção periódica aumenta vida útil do elevador


Postada em 05/08/2019 às 08:55
Por Marília Montich

Elevadores Otis/Divulgação

É melhor prevenir do que remediar, já dizia o ditado. A dica se aplica perfeitamente aos elevadores, uma vez que sua vida útil está diretamente relacionada aos cuidados sob os quais eles são submetidos constantemente. Feitas as manutenções periódicas, este meio de transporte pode ultrapassar os 20 anos, oferecendo conforto e segurança aos usuários. 


Os critérios de manutenção preventiva são os mesmos para quaisquer equipamentos, sejam eles comerciais ou residenciais. “As partes técnicas do elevador, normalmente não acessíveis ao usuário, como poço, passadiço, topo de cabina e casa de máquinas, são vistoriadas, limpas e têm seus componentes lubrificados. Além disso, é possível prever a necessidade de substituição de peças que apresentam desgastes, bem como propor atualizações tecnológicas que melhoram a segurança e a performance do equipamento”, explica Fernando Peiter, diretor de vendas e marketing da Elevadores Otis.


A manutenção deve ser realizada mensalmente, por meio de uma empresa especializada e com a supervisão de um engenheiro responsável. O custo é variável e depende da tecnologia do elevador, número de andares, velocidade, percurso, dentre outros fatores.


A maior incidência de defeitos está concentrada no sistema de portas, chegando a representar 60% dos chamados realizados pelos usuários. Isso porque elas estão mais vulneráveis à má utilização. “Além deste aspecto, os elevadores que possuem portas batentes têm o sistema de amortecimento hidráulico, que sofre com a oscilação de temperatura, fazendo com que as portas batam mais fortemente ou não fechem completamente”, diz Peiter. “Outros problemas comuns são falta de energia elétrica, mau uso do elevador - como crianças brincando e pulando ou sobrecarga da cabina - e também a falta de substituição de peças necessárias, como contatos elétricos, roldanas e corrediças, que normalmente são indicadas pela assistência técnica.”


Modernizar é preciso
Passadas duas décadas de manutenção preventiva bem feita, é hora de começar a pensar em uma ação mais ampla e invasiva. “Depois desse período, recomenda-se a modernização técnica dos componentes, pois as peças podem ser descontinuadas no mercado de reposição e os defeitos começam a aparecer com mais frequência”, afirma Camila Barbosa, gestora de contas da Sigma Elevadores.


A modernização contempla a substituição de antigos quadros de comando eletromecânicos por modernos microprocessados e de frequência variável que, além de reduzir as falhas, diminuem o consumo de energia elétrica entre 30% e 70%. “Alguns dos benefícios da modernização são a eliminação de trancos, portas com abertura e fechamento mais suaves, redução de ruídos na casa de máquinas, precisão do nivelamento independente da carga etc”, aponta o diretor de vendas da Otis.


Para além das manutenções e modernizações dos elevadores, é importante lembrar que cada condômino pode fazer sua parte para colaborar com a preservação do equipamento. “Chamar apenas um elevador de cada vez, não forçar o fechamento das portas, não acionar vários botões de uma só vez são boas medidas, assim como evitar que crianças andem sozinhas nos elevadores. Se atentar ao peso e tamanho de objetos transportados nas cabinas também é fundamental”, orienta a gestora da Sigma.


Emergências
Caso passageiros fiquem presos no equipamento, o ideal é manter a calma e tentar transmiti-la às vítimas. “Informe que a empresa já foi acionada e que em minutos, a pessoa vai poder sair em segurança”, aconselha Camila. “Jamais tente abrir a porta e resgatar o usuário, pois o elevador pode se movimentar e ocasionar um acidente. Apenas a empresa responsável pela manutenção do elevador e o Corpo de Bombeiros é que podem realizar resgates”, completa.


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