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Questões fiscais

Taxa de inadimplência condominial vai ao menor patamar da série histórica em SP


Postada em 03/09/2019 às 09:32
Por Revista Área Comum

Charles Thompson/Pixabay

O índice médio de inadimplência nos condomínios de todo o Estado de São Paulo ficou em 2,90%, segundo o levantamento mais recente do IPEMIC (Índice Periódico de Mora e Inadimplência Condominial), que traz o consolidado do primeiro semestre de 2019. Trata-se do menor percentual já registrado para o período desde a criação da série histórica, em 2004. Nos primeiros seus meses daquele ano, o índice chegou a 5,93%. A medição dos dados é feita pela AABIC (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo).


São considerados devedores inadimplentes para cálculo do IPEMIC os proprietários e inquilinos que atrasam o pagamento da cota condominial por 90 dias após a data do vencimento. Ou seja, para ser considerado inadimplente no final do mês de junho, o morador não pagou os boletos do condomínio de abril, maio e junho. 


Os dados abrangem uma amostra de 3.460 condomínios do Estado. O baixo percentual do IPEMIC para inadimplência no consolidado do semestre deste ano é significativamente inferior ao ápice registrado pela AABIC, de 6,46% em igual período de 2005.


De acordo com o presidente da associação, José Roberto Graiche Júnior, a baixa recorde reflete o comportamento de duas importantes vertentes que impactam o índice. Uma é a atuação das administradoras na busca por maior controle dos gastos condominiais para impedir aumentos substanciais nos boletos, além de maior pressão na cobrança dos atrasos. A outra é a das famílias, que apertaram o cinto para adaptar o orçamento doméstico às condições mais adversas da economia do País nos últimos anos.

Apesar da baixa recorde na inadimplência, o levantamento da AABIC mostra que ainda é significativo o percentual de moradores que atrasam o pagamento do boleto de condomínio no mês de vencimento. O índice de mora, que mede os percentuais de boletos emitidos e não pagos dentro do próprio mês, foi de 6,54%. O número está próximo ao patamar de 2016 (6,53%), um dos piores anos da crise econômica no Brasil.