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Manutenção

Dedetização em dia o ano todo


Postada em 02/10/2019 às 15:36
Por Caroline Garcia

Freepik

A chegada da primavera, que traz consigo período chuvoso e também a elevação na temperatura, faz com que a incidência de pragas urbanas aumente até chegar a seu auge, no verão. Por isso, estar em dia com a dedetização em condomínios é fundamental não só agora como em todas as estações do ano.


Entre os visitantes indesejados estão: baratas, ratos, moscas, mosquitos, pombos, escorpiões, formigas, aranhas, pulgas e cupins.


Geralmente são realizadas duas dedetizações por ano, antes e depois do verão, normalmente com espaçamento de seis meses, mas a periodicidade do serviço depende das especificidades do condomínio. O pesquisador do Instituto Biológico de São Paulo, Marcos Potenza, ressalta que é errado pensar que dedetizar irá exterminar as pragas, já que o condomínio faz parte de um ecossistema urbano complexo e que a presença dos animais indesejados está condicionada a fatores externos e internos. “O ambiente do entorno do condomínio pode ter terrenos abandonados, ser próximo a córregos não canalizados, lixões e outros criadouros. Já como fator interno, pode ser apontado o transporte de pragas pelos próprios moradores. Baratas e formigas são facilmente carregadas em caixas de papelão e vasos de plantas, por exemplo.”


O número de condôminos também influencia o controle, como explica Jean Claude Ville, diretor comercial da D.D.Drin. “A barata, por exemplo, degrada matéria orgânica, então onde há mais pessoas, a rede de esgoto é mais movimentada e o número de baratas é maior. O escorpião é predador da barata, então se aumentar o aparecimento de um, aumentará o do outro também.”


As pragas podem aparecer em toda a extensão dos condomínios, mas é importante dar atenção às áreas como subsolo, caixas de esgoto, centrais de medição, espaços pouco utilizados e de difícil acesso, sanitários, lixeiras e churrasqueiras. Em áreas comuns, onde há fluxo de moradores, a recomendação da gerente da Hidrosampa Desentupidora e Dedetizadora, Andréa Alencar, é evitar a circulação durante a realização do serviço. Lembrando que todos os condôminos devem ser avisados com antecedência sobre a data do procedimento. “Além disso, orientamos que não sejam lavados os locais e nem realizadas limpezas pesadas até sete dias após a realização da dedetização para não remover a ação residual do produto.


Para firmar a contratação com a prestadora, o síndico deverá ficar atento a algumas questões para ter certeza de que a dedetizadora é legalizada, assim como a qualidade dos produtos, que devem obrigatoriamente ter a liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), de forma a não prejudicar a saúde dos moradores. “A empresa deve possuir licença sanitária ou ambiental; é preciso ter um responsável técnico habilitado pelo seu respectivo conselho regional, como biólogos, engenheiros agrônomos ou florestais, veterinário, químico ou farmacêutico; precisa estar registrada no mesmo conselho que pertencer o responsável técnico e deve-se verificar se os funcionários passam por cursos de atualização e capacitações”, orienta Sérgio Bocalini, biólogo e vice-presidente executivo da Aprag (Associação dos Controladores de Vetores e Pragas Urbanas).


Outro alerta que a associação faz é sobre o método de cobrança. “Os valores cobrados podem variar em função do tamanho de cada unidade de moradia, pragas e grau de dificuldade para realização do trabalho. O importante é que os preços sejam fixos e não se alterem durante a execução do serviço. Empresas que cobram valores por litro de calda inseticida (mistura com vários produtos utilizada no combate às pragas) utilizada tendem a lesar o consumidor, tanto de forma financeira quanto técnica”, argumenta Bocalini.


De acordo com a Anvisa, toda empresa de dedetização deve fornecer ao cliente o comprovante de execução do trabalho, que deve conter, além das informações de praxe, a identificação das pragas-alvo, nome e concentração dos produtos que foram utilizados e número de telefone do Centro de Informação Toxicológica, devidamente assinado pelo responsável técnico com o número do seu registro profissional.


Moradores - Tomadas todas as providências e analisadas todas as observações na hora da contratação por parte do síndico, é hora também de orientar os moradores, que por sua vez, devem fazer sua parte dentro das unidades para evitar que haja proliferação de pragas urbanas no condomínio. “É de extrema importância que o lixo seja acondicionado apropriadamente em sacos plásticos ou latas limpas com tampas adequadas, deve-se manter as lixeiras fechadas, lavar frequentemente áreas com qualquer tipo de resíduo orgânico, como fezes de animais, colocar tela de proteção nos ralos, vedar frestas e corrigir azulejos mal assentados ou quebrados”, recomenda Andréa.


 


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