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Convivência

Síndicos profissionais ganham espaço, mas rotatividade aumenta, mostra pesquisa


Postada em 15/10/2019 às 10:37
Por Revista Área Comum

Pixabay

Síndicos contratados vêm ganhando mais espaço na carteira de condomínios das administradoras de São Paulo, mas os empreendimentos também têm registrado alta no índice de rotatividade desses profissionais. A conclusão é de um levantamento da AABIC (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo) divulgado nesta terça-feira (15).


A pesquisa foi realizada com associadas no último mês de julho e revelou que os síndicos profissionais já representam 13,7% do total de síndicos nos empreendimentos residenciais. Em 2018 esse percentual era de 10,45%. Quanto à rotatividade, o levantamento apontou que em 2019 o índice atingiu 65%. Na pesquisa anterior, estava em 47%.


Além disso, subiu de 29% para 58% o percentual de administradoras que consideram como uma tendência o aumento da presença do síndico profissional nos condomínios. A recente popularização desse modelo passa pela diminuição do interesse dos condôminos em assumir um cargo com tantas responsabilidades. Contribui para isso a mudança no perfil dos empreendimentos, cada vez mais complexos e bem equipados, o que naturalmente exige mais do síndico.


De acordo com o diretor de condomínio da AABIC, Omar Anauate, a sucessiva entrada de síndicos externos no mercado ajuda a explicar o alto índice de rotatividade. Isso porque ainda falta experiência e especialização para que alguns profissionais consigam atender bem os condomínios e terminar o mandato antes de serem dispensados.


Importante destacar que as administradoras vêm criando programas de prospecção de síndicos externos, sendo que 56% delas já organizam parcerias para indicar os profissionais aos condomínios. A pesquisa mostra ainda que, no ano passado, 59% das administradoras sequer cogitavam estruturar um setor específico para atender as solicitações envolvendo síndicos profissionais. Hoje, 71% das empresas respondem que já estruturaram, estão estruturando ou que pretendem estruturar um departamento direcionado a essa demanda.


O levantamento da AABIC revelou também os honorários cobrados pelos profissionais. Sessenta por cento das administradoras responderam que os síndicos recebem, em média, entre R$ 2.001 e R$ 3.000. Já 20% informam que os salários ficam entre 1.501 a R$ 2.000 enquanto 17% dizem que os rendimentos estão na faixa de R$ 3.001 a R$5.000.


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