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Síndicos pelo país

‘Síndico ainda sofre preconceito no Maranhão’, diz representante do Estado


Postada em 12/12/2019 às 09:30
Por Marília Montich

Arquivo pessoal

Síndico desde 2015, Jacy Araújo Júnior, 44 anos, administra dois condomínios em São Luís, no Maranhão. Dentre seus feitos, se orgulha em ter conseguido reduzir a inadimplência e tornar a convivências entre os moradores mais harmônica. Acredita que a profissão é mais valorizada hoje do que a alguns anos atrás, mas avalia que em sua cidade ainda há um caminho árduo a se percorrer. Confira a entrevista dele na íntegra.


Como descobriu a vocação para ser síndico? 

Descobri através de pedidos de moradores. Depois da solicitação deles, tudo aconteceu naturalmente.


Fez algum curso na área condominial?


Sim. Fiz dois em São Paulo, um em Salvador (na Bahia) e dois em São Luís.


É síndico profissional? 


Sim, desde 2016. Mais do que isso: sou diretor da Conasi (Confederação Nacional dos Síndicos) no Maranhão desde 2018.


Conte uma situação desafiadora em condomínio pela qual já passou e como a solucionou.


Sem dúvida foi a diminuição de inadimplência através de mutirões de cobrança e premiações de pontualidade. A média de inadimplência nos condomínios em que sou síndico é de 6%. Além disso, ressalto a conquista da melhora na convivência entre os moradores.


Na sua visão, qual o principal desafio na carreira de um síndico? 


São vários: cumprir e fazer cumprir o regimento interno e a convenção, zelar pelo condomínio bem como pelos seus moradores, ser cordial, atencioso, paciente e honesto. 


Fazer os condôminos entenderem que vivemos em um lugar comum e que se trata de um bem de todos, por isso devemos guardar e zelar sempre dele. Manter os balancetes e contas em dias e à disposição de todos à qualquer tempo também são desafios da carreira.


Que características um bom síndico deve ter?


Acredito que ele deve ter honestidade, paciência, cordialidade e muita responsabilidade. 


Acredita que a profissão hoje é mais valorizada do que há alguns anos? 


Sim. No Maranhão, porém, estamos engatinhando nesse quesito, pois ainda existe muito preconceito. Acho importante lembrar que o síndico tem que ser profissional, e não trabalhar de favor.