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Manutenção preventiva garante segurança e bom funcionamento de elevadores


Postada em 03/02/2020 às 10:32
Por José Roberto Graiche Júnior*

Freepik

Elevadores são conhecidos como o meio de transporte mais seguro do mundo. A premissa é verdadeira, mas alguns cuidados básicos de manutenção são necessários para manter os equipamentos em ordem, garantindo tranquilidade e conforto aos moradores. Trata-se de um item caro, que envolve responsabilidade do síndico e que aparece no topo das listas de reclamações em condomínios. Dois incidentes recentes envolvendo quedas de elevadores no Estado de São Paulo servem de alerta para fazer uma gestão mais eficiente.

Para o síndico, essa tarefa começa por planejamento e prevenção. É necessário observar diariamente se o elevador está parando fora do lugar, emitindo barulhos estranhos ou variando velocidade. Os equipamentos não possuem vida útil, mas funcionam como um carro. Com o passar do tempo, fica inevitável a troca da pastilha de freio, da bateria, do óleo e dos demais componentes do veículo. Com o elevador, o procedimento é o mesmo.

Qualquer indício de problema deve ser comunicado à empresa responsável pela manutenção dos equipamentos, que deve ter uma licença ativa e registro junto à Secretaria de Desenvolvimento Urbano. Em São Paulo, 130 prestadoras de serviço estão cadastradas atualmente na base da prefeitura. A cidade possui normas específicas para instalação e operação de elevadores (leis 10.348 e 12.751), o que significa mais rigidez na fiscalização e cuidados redobrados do síndico. Em caso de negligência, o síndico pode responder civil e criminalmente por qualquer problema com elevadores, inclusive com seus próprios bens em caso de indenizações.

O melhor contrato - A maioria das empresas oferece dois tipos de contratos para gestão dos elevadores: o de manutenção e o de conservação. Nos dois casos o condomínio normalmente tem direito a assistências 24 horas, reparos preventivos e emissão do RIA (Relatório de Inspeção Anual), documento exigido pela prefeitura para manter os equipamentos operando. O diferencial está no fornecimento de peças de reposição, inclusas no contrato de manutenção e pagas à parte no contrato de conservação.

Uma postura preventiva, com cobertura total de reposição de peças, facilita o planejamento orçamentário, sobretudo para condomínios com elevadores mais antigos. Mesmo os empreendimentos recém-inaugurados, com equipamentos novos, precisam pensar no futuro antes de optar pelo modelo de conservação. Isso porque, lá na frente, uma mudança do tipo de contrato pode acabar saindo caro para os moradores.

Cabe, portanto, ao condomínio avaliar o tempo de uso dos equipamentos para concluir qual modalidade é mais vantajosa. Ainda que acidentes mais graves sejam raros de acontecer, incidentes menores podem ser corriqueiros em condomínios que optam por empresas de manutenção sem engenheiros e técnicos treinados.

*José Roberto Graiche Júnior é presidente da AABIC (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo)

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