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Entrevista com o síndico

Entrevista com o síndico: Maysa Fernandes


Postada em 09/03/2020 às 12:51
Por Caroline Garcia

Arquivo pessoal

Apesar da pouca idade, a síndica Maysa Fernandes, de 28 anos, começou cedo na área condominial. Com mãe subsíndica, a paixão se deu início ainda quando criança. Após se profissionalizar, assumiu a gestão de quatro empreendimentos, sendo três residenciais e um comercial, todos localizados na Capital e ABC Paulista. “Mostro em todos os condomínios que atuo que sei um pouco de tudo, e isso faz toda a diferença.”

Como você entrou para o mundo da gestão condominial? O que despertou essa vontade em ser síndica?
Desde os meus sete anos moro em condomínio. Minha mãe assumiu o cargo de subsíndica por oito anos no prédio em que morávamos. E vendo toda essa dinâmica, me apaixonei. Já adulta, em 2014, comprei um apartamento na planta e quando entregaram as chaves me candidatei e me profissionalizei como síndica. Trabalhei durante algum tempo direto com uma construtora e hoje atuo junto à Morada Brasil, empresa de síndicos profissionais.

Como se mantém atualizada na carreira?
Sempre participo de eventos, palestras e continuo fazendo cursos que agregam conhecimento no setor.

Tem algum episódio marcante que você passou como síndica que gostaria de compartilhar?
Pegamos esse condomínio onde o cadastro de moradores estava totalmente desatualizado. Para despertar o interesse nos condôminos em regularizar essas informações, fizemos uma cesta de chocolates. Quem preenchesse o cadastro ganhava um cupom para concorrer ao sorteio. Essa iniciativa deu super certo e, com isso, ganhamos credibilidade com os moradores. Às vezes precisamos fazer a diferença para que o difícil se torne fácil.

O que você deseja como síndica profissional para o futuro?
Pretendo trazer uma nova filosofia para o mundo condominial. O diálogo entre síndico e condôminos é de grande importância. Os moradores, por sua vez, podem e devem ser bons vizinhos, no qual o respeito, a ponderação e a amizade são de grande importância para que o condomínio passe a ser o lugar de paz. Tive uma percepção ruim de síndico profissional no condomínio onde morei e sei que quero fazer diferente.

Quais os destaques positivos e negativos da profissão?
Os pontos negativos são alguns moradores que, infelizmente, não participam de reuniões e imaginam que nós, síndicos, não fazemos nada. Já o lado positivo é o reconhecimento do nosso trabalho e esforço em valorizar seu patrimônio. É muito gratificante quando as crianças falam com você não como uma ameaça e sim como um representante com quem elas podem contar.

Apesar de estar crescendo a presença feminina no setor, ainda há mais homens do que mulheres. Por exemplo, não há nenhuma mulher à frente das associações de síndicos. Como você analisa esse desequilíbrio?
Acredito que essa visão machista no mercado condominial está mudando, pois conseguimos mostrar que nós, mulheres, também temos capacidade de negociar, resolver problemas imensos e, às vezes, até atuarmos como psicólogas.

Para ler a edição na íntegra é só clicar aqui. É gratuito.